O futuro da saúde mental: O que aprendemos no SXSW 2025?

O South by Southwest (SXSW) 2025 foi um evento vibrante, repleto de discussões que foram de inteligência artificial ao papel evolutivo da fofoca. E, claro, saúde mental esteve no centro das atenções.

Por Ana Carolina Peuker

Kasley Killam, cientista social, destacou que a saúde social não é um capricho, mas um pilar essencial da saúde mental. O isolamento social, agravado pelo trabalho remoto, precisa ser combatido com interações reais—sim, aquelas que envolvem conversas olho no olho, e não só emojis.

Amy Webb, futurista consagrada, trouxe um alerta: a inteligência artificial pode ser uma grande aliada no diagnóstico precoce de transtornos mentais e no desenvolvimento de terapias personalizadas. Mas, também pode nos afundar ainda mais no abismo do doomscrolling. A lição? Tecnologia boa é aquela que nos serve, e não a que nos consome.

Jay Graber, CEO da Bluesky, abordou o impacto das redes sociais na saúde mental. Segundo ela, o atual modelo de interação digital pode ser uma verdadeira armadilha para o bem-estar emocional. Plataformas que promovam debates saudáveis e minimizem a toxicidade são o futuro – ou pelo menos o futuro desejado. A pergunta que fica é: será que um feed mais positivo nos faria trocar o doomscrolling por algo mais útil, como uma caminhada ao ar livre?

A saúde mental no trabalho foi outro tema quente do SXSW 2025. Empresas que não querem ver sua equipe virando zumbi de sobrecarga precisam adotar políticas mais inteligentes: horários flexíveis, apoio psicológico real (não só um app com frases motivacionais) e uma cultura organizacional que respeite limites. Trabalhar demais nunca foi sinônimo de produtividade, e as empresas que entenderem isso sairão na frente.

Em resumo, o SXSW 2025 provou que cuidar da saúde mental não é apenas uma tendência passageira, mas a base para um futuro mais leve e humanamente sustentável. O evento nos lembrou que, entre algoritmos e feeds, a verdadeira inovação está em aprender a dar um tempo para si mesmo. Afinal, se conseguirmos equilibrar o ritmo frenético da tecnologia com momentos de pausa e, quem sabe uma boa risada com quem gostamos, estaremos não só sobrevivendo, mas evoluindo em um mundo cada vez mais conectado e, paradoxalmente, carente de conexões reais.

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